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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

DIA NACIONAL DO FUSCA - A (VERDADEIRA) HISTÓRIA DO NASCIMENTO DO BESOURO


Volkswagen Type 1 1949, primeiro Fusca a chegar nos EUA

A história do Fusca é uma das mais complexas e longas da história do automóvel. Diferente da maioria dos outros carros, o projeto do Fusca envolveu várias empresas e até mesmo o governo de seu país, e levaria à fundação de uma fábrica inteira de automóveis no processo. Alguns pontos são obscuros ou mal documentados, já que o projeto inicialmente não teria tal importância histórica, e certos detalhes perderam-se com a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 6 de maio de 2014

BANCO PENSADOR


Fernando Calmon




Sentar-se de maneira correta ao volante é uma das premissas para direção segura. Infelizmente, alguns vícios se formaram ao longo do tempo e o principal deles tornou-se modismo. Algumas pessoas até acham que dirigir com os braços esticados demonstra capacidade de guiar melhor que os outros. Ledo engano. Esse é, de fato, o posicionamento menos adequado e a maneira mais fácil de perder o controle do carro numa manobra. Também pode levar o motorista a sentir dores nas costas e dormência nas pernas, em especial durante longas jornadas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O CONSÓRCIO NO BRASIL


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A concorrência no mercado de automóveis no Brasil ganhou grandes proporções nas últimas décadas. Parte desse crescimento contínuo foi promovido pelo desejo de compra do carro 0 km; a estabilização da moeda gerou novas possibilidades para este fim, tanto através de consórcios de carros quanto financiamentos do valor do veículo.

domingo, 6 de abril de 2014

VEM AÍ O VAREJO FÍSICO ONLINE



Prepare-se para uma nova maneira de vender automóveis. Dessa vez não é apenas uma visão de futuro ou teorias discutidas em universidades e conferências. Já existe uma concessionária da Audi, em Londres, funcionando dentro do conceito “bricks and clicks”, em tradução livre algo como “tijolos e cliques”. O termo descreve a experiência do comprador em lojas físicas com ajuda extensiva e intensiva de recursos eletrônicos.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

EXCESSO DE ZELO


ALTA RODA, Fernando Calmon



Infelizmente, aspectos políticos sobrepostos aos técnicos têm atrapalhado, de novo, o debate neutro sobre as emissões de CO2, aquecimento global e mudanças climáticas. Ninguém desconhece o problema – salvo alguns poucos cientistas céticos –, mas muitas vezes só se olha um lado da questão. O recém-divulgado relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU, pregou de novo o quase apocalipse, se a temperatura média de planeta subir 2 graus Celsius até o fim do século. Nenhuma palavra sobre novas áreas agricultáveis, rotas marítimas mais curtas e outras externalidades “positivas” do aquecimento global, mesmo sem compensar suas desvantagens.

terça-feira, 1 de abril de 2014

HIDROGÊNIO: SOLUÇÃO OU CONFUSÃO?


Fernando Calmon


Modelo de célula de combustível a hidrogênio da GM


Estudo recente da Shell prevê que petróleo e derivados só deixarão de ser fonte de abastecimento de veículos em 2070. O pico da demanda ocorreria em 2035, quando combustíveis alternativos, como o hidrogênio, passariam a representar papel crescente. Na realidade a tração elétrica terminaria por se impor, porém há duas vertentes para isso.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

MUITA GENTE QUER UM SEGURO BARATO, MAS SERÁ QUE COMPENSA?


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A escolha de um seguro de carro requer uma avaliação detalhada antes de assinar o contrato com a seguradora. A procura apenas por um bom preço ou por uma oferta barata pode representar um risco para o assegurado, ou seja, o barato pode sair caro. Por isso, preste atenção.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

NAVEGAÇÃO INTELIGENTE


Por Fernando Calmon



Navegadores GPS protagonizaram uma revolução no modo como os motoristas e seus veículos passaram a circular por ruas e estradas. Em passado não muito distante mapas impressos e guias em formato de livro de difícil consulta eram os únicos recursos disponíveis para chegar a um destino desconhecido. Fácil se perder, mesmo que o carona ajudasse a interpretar as melhores rotas. E se errasse o rumo, sobrava o consolo de apelar ao famoso lema dos desorientados: “Quem tem boca vai a Roma”. Só restava parar mesmo e confiar nas orientações dos passantes dispostos a ajudar.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

PROTEÇÃO A TODOS OS OCUPANTES


ALTA RODA, Fernando Calmon



Até o momento o grande foco dos programas de avaliação de segurança de carros novos tem sido a proteção aos ocupantes dos bancos dianteiros. Motorista e passageiro estão realmente mais expostos em acidentes, além de a frequência de passageiros no banco de trás ser bem menor. Em uso urbano, por exemplo, a média é de apenas 1,5 ocupantes por carro, ou menos. Em estradas, mal alcança duas pessoas por veículo na maioria dos países, salvo em viagens e feriados.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CARROS COM MOTORES FLEX JÁ SÃO 20 MILHÕES


Fernando Calmon

Kia Sportage Flex é exemplo de carro importado com motor bicombustível

A indústria automobilística completou dia 28/6 a produção de 20 milhões de veículos equipados com motores flexíveis no uso de etanol e gasolina. Esse marco foi anunciado pelo presidente da Anfavea, Luiz Moan, durante a Ethanol Summit 2013, conferência de cúpula internacional sobre o setor sucroenergético. É organizada pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a cada dois anos, e está na quarta edição.

sábado, 3 de novembro de 2012

INSTRUMENTOS DE VENDA AVANÇAM




A internet veio para ficar, como ferramenta quase indispensável, para ajudar o comprador a pesquisar preço, opções de pagamento e “montar” o carro a seu gosto, além de fazer comparações dentro da enorme gama oferecida hoje no mercado brasileiro, estimada em mais de 400 modelos. Não há dados precisos, mas se acredita que até 90% das pessoas, nos centros urbanos, façam pelo menos uma consulta nos sites dos fabricantes e de concessionárias, antes de se dirigir às lojas.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ALGO MAIS AO VOLANTE



Fernando Calmon


Alguns componentes dos automóveis mantêm sua forma e função por mais de um século. Um deles, o volante de direção. Os dois primeiros carros patenteados há 125 anos, de Karl Benz e Gottlieb Daimler, usavam apenas uma espécie de timão ou alavanca ligada à caixa de direção rudimentar. Não há certeza de qual modelo utilizou pela primeira vez a peça circular hoje onipresente nos carros. Sabe-se que, em 1894, Alfred Vacheron participou da primeira corrida organizada no mundo, a Paris–Rouen, e seu Panhard estava equipado com o volante na forma atual.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

COMPARAÇÕES BIZARRAS


ALTA RODA, Fernando Calmon



Voltar a comentar sobre os preços dos carros no Brasil parece redundância, mas de tempos em tempos surgem comentários fora da realidade. Virou até manchete de jornal. Mais do que óbvio, o que se paga aqui é muito alto. O problema começa ao apontar os vilões por essa diferença, quando se comparam outros países. E aqui, convém ressaltar, a importância da relação cambial entre moedas, em geral, é pouco citada por “analistas”.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CONFORTO ENERGIZANTE





Cada vez mais pessoas estão gastando mais tempo no interior dos automóveis. Simultaneamente, crescem as despesas com seguros de saúde, cuidados físicos em academias, treinadores particulares e atividades de promoção do bem-estar fundamentais na vida moderna. Os fabricantes despertaram para o fato de que o ambiente interno dos carros e até caminhões faz parte desse sentimento positivo, que leva os motoristas não só a guiar com mais segurança, mas também se sentir relaxados e menos cansados ao fim de sua jornada diária ao volante.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

FOCO NO CONTROLE DE EMISSÕES



Por FERNANDO CALMON


Embora o Brasil ainda não tenha alcançado alta taxa de motorização (5,5 habitantes/veículos contra menos de 2 hab./veic. nos países centrais), algumas regiões metropolitanas se aproximam de índices das nações avançadas. No aspecto de cuidados com o meio ambiente ao envolver uma frota de 35 milhões de automóveis e veículos comerciais, além de 12 milhões de motocicletas, até que o País se situa razoavelmente bem.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PERIGO À FRENTE!




Fernando Calmon


Uma das causas insidiosas de acidentes é a perda de controle do carro por mudança súbita de aderência do asfalto. Isso acontece em razão de fatores da natureza como chuva, garoa, gelo ou neve. O fenômeno de aquaplaning é um exemplo: o filme de água se forma entre a estrada e os pneus, e estes não conseguem manter o atrito com o solo. Se atingir os quatro pneus, o veículo se transforma num trenó sem controle. Com as chuvas de verão, a atenção deve ser redobrada.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CORRIDA PELA ECONOMIA



Fernando Calmon


Apesar das esperanças em meios de propulsão alternativos, o mundo conviverá por muito tempo com o transporte, em todos os modais, dependente de petróleo e seus derivados. Contudo, há um grande esforço para melhorar os combustíveis fósseis e, sempre que possível, viabilizar o uso de biocombustíveis. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva tem estado atenta a essa realidade e pelo quarto ano organizou seu Simpósio de Combustíveis, em São Paulo (SP), dividido entre painéis para motores de ciclos Otto e Diesel e um sobre emissões.

quinta-feira, 4 de março de 2010

CITY X SENTRA NA QR: FALTA DE RESPEITO



Desde o princípio, o Racionauto tem tentado abordar o assunto “carro” de maneira diferente das publicações e sites especializados. Aqui, o que vale é o ponto de vista do consumidor comum, que não é como um jornalista dedicado ao assunto, geralmente entusiasta e piloto nas horas vagas, que testa os carros cedidos para as reportagens como se estivesse numa competição, conferindo números de aceleração, velocidade máxima e aceleração lateral. Considero também que nenhum consumidor comum com bom senso, no dia-a-dia e em sã consciência, vê os semáforos como linhas de largada, as estradas como autódromos e os motoristas vizinhos como adversários.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DIREÇÃO, COMPORTAMENTO E PERSONALIDADE












Se você já tentou mudar seu temperamento, especialmente no trânsito, já deve ter fracassado em sua missão. Mas não se deprima. Isso acontece porque, de acordo com estudiosos do comportamento humano, viemos ao mundo com uma de quatro diferentes naturezas inatas, introvertida ou extrovertida, e não temos como mudá-las, apenas aperfeiçoá-las.

A ideia não é nova. Falaram a respeito Aristóteles, Galeno, Paracelso, Carl Jung, Isabel Myers, Katharine Brigss e, mais recentemente, o psicólogo californiano David Keirsey. Compreender as forças, habilidades e dificuldades do próprio temperamento é a chave, afirmam os estudiosos, para se autorrealizar e ser mais tolerante com os demais.

Segundo Renée Baron, autora de Os Quatro Temperamentos – Um guia prático para compreender a si mesmo e as pessoas em sua vida (Verus Editora), “quando vemos o comportamento dos outros apenas como diferente do nosso – e não como ‘mau’, ‘errado’ ou ‘problemático’ –, aprendemos a ver as diferenças como apenas isso: diferenças, sem julgamento”.

Guardião, artesão, racional ou idealista. Qual desses temperamentos combina com você? Para ajudá-lo a descobrir, reproduzimos seis das 20 questões sugeridas por Renée Baron, e consultamos o psicólogo e filósofo pela Universidade de São Paulo, Ascânio Jatobá, psicoterapeuta junguiano e professor do Grupo de Estudos dos Sonhos C. G. Jung.

Faça o teste (se possível, completo) e descubra os pontos fracos e fortes de seu temperamento.

TESTE

Responda as questões com o que você realmente é, e não como gostaria de ser. Depois, some seus pontos e confira o resultado:

0 – não sou assim
1 – sou um pouco assim
2 – sou exatamente assim

Seção 1

1. Eu me dou muito bem num ambiente ordeiro e organizado, com regras e orientações claramente definidas.
2. Respeito e honro as tradições, os costumes e as leis da sociedade.
3. Valorizo a responsabilidade, o escrúpulo e o trabalho duro.
4. Gosto de economizar e estou disposto a fazer sacrifícios financeiros no presente pensando na segurança futura.
5. Tenho tendência a ser controlador, inflexível e conservador.
6. Gosto de passar informações concretas, tangíveis e observáveis.

Seção 2

1. Costumo ser otimista, generoso e gostar de diversão e aventura.
2. Sou espontâneo e confio em meus impulsos para me guiar na direção certa.
3. Valorizo a liberdade, a autonomia e não gosto de me sentir limitado, confinado ou controlado.
4. Estabelecer metas abstratas e para longo prazo não é prioridade para mim.
5. Às vezes sou hiperativo e inquieto. Detesto ficar entediado.
6. Gosto de viver no presente, aqui e agora.

Seção 3

1. Sou capaz de desenvolver, desenhar e construir modelos, teorias e sistemas.
2. As pessoas provavelmente me descreveriam como analítico, perspicaz, intelectual ou habilidoso.
3. Valorizo a inteligência em mim e nos outros, e me sinto impelido a aperfeiçoar constantemente minha base de conhecimentos.
4. Às vezes passo por “sabe-tudo”.
5. Não gosto de hierarquia e estrutura burocrática.
6. Não evito criticar ou corrigir pessoas.

Seção 4

1. Valorizo a afetuosidade, a positividade, a empatia e compaixão.
2. Gosto de trabalhos que me permitam usar a criatividade e a individualidade. Não me contento em apenas ganhar meu sustento.
3. Às vezes sou hipersensível e levo tudo para o lado pessoal.
4. Eu me satisfaço com o entendimento geral de um assunto, sem precisar dominar todos os fatos ou detalhes.
5. Quando o desafio inicial ou a novidade acabam, fico entediado com um projeto.
6. Trabalhar com pessoas que não me encorajam nem me valorizam ou incentivam pode ser muito difícil. Se trabalho com outras pessoas, é importante me sentir encorajado e valorizado.

Some seus pontos em cada seção. A contagem mais alta indica as tendências mais fortes de temperamento:

Seção 1: Quem busca segurança (GUARDIÃO)
Seção 2: Quem busca experiência (ARTESÃO)
Seção 3: Quem busca conhecimento (RACIONAL)
Seção 4: Quem busca ideais (IDEALISTA)

GUARDIÃO – 40% da população mundial

Buscam segurança. São motivados pela necessidade de serem familiares, amigos e empregados responsáveis, serem úteis e cumprirem deveres, Preservarem a ordem social. Gostam de trabalhar em organizações bem estabelecidas. Valorizam a minúcia e a precisão. Não se sentem reconhecidos por tudo que fazem. Têm dificuldade de ser criticados. Ficam irritados com ineficiência, desperdícios, impulsividade, falta de disciplina, apatia e ócio. Nunca comprariam um carro sem comparar preços.

“Ao guiarem, são hábeis e atentos a todos os sinais no seu entorno. Provavelmente, são os que não foram multados ainda, mesmo dirigindo há décadas. Irritam-se com os “espertos”, que querem levar vantagem em tudo no trânsito, e sonham com o dia em que os motoristas brasileiros serão disciplinados e ordeiros como os japoneses. Para estas pessoas, o sistema de trânsito ideal seria aquele onde os próprios motoristas identificassem a chapa do transgressor, e a punição fosse imediata: depois de meia dúzia de infrações apontadas por motoristas diferentes e por câmeras, o veículo infrator seria retirado para os subterrâneos da cidade e o motorista passaria por um processo longo de reeducação”, diz Jatobá (Ascânio).

ARTESÃO – 40% da população mundial

Buscam experiência. São motivados pela necessidade de agirem espontaneamente, de acordo com seus impulsos, não apenas na hora de se divertir, mas também para resolver problemas. São generosos e gostam de doar por prazer, ou para deixar os outros felizes. Gostam de fazer as coisas de um modo não convencional. Mudam de tarefa com frequência e gostam de atividades divertidas e desafiadoras. Preferem ambiente informal. Não gostam de pessoas sérias ou tensas demais, pessimistas, de muita conversa e pouca ação, dependentes de que alguém lhes diga o que fazer.

Segundo o psicoterapeuta, “ao guiarem são capazes de não baterem o carro durante muitos anos; não por mérito próprio, mas porque ou nasceram com um anjo da guarda poderoso ou porque seu piloto automático inconsciente compensa sua distração a quase todos os sinais e estímulos do ambiente. Por isso, são os campeões de multas. Normalmente se confundem com direita e esquerda, frente e atrás e, em relação a tempo, estão sempre atrasadas. Uma pessoa com estas características, bem espontânea e irracional, certa vez, na condição de co-piloto, em sua cidade natal, foi questionada pelo motorista, que dependia de sua orientação, se ele deveria seguir à direita ou à esquerda. Sua resposta foi: ‘segue o fluxo’. Em outra situação, agora como motorista, pediu para o marido olhar o interessante fato que ocorria logo à frente. O marido se esforçou, mas não viu nada. Para ela, logo à frente era o espelho retrovisor. Dez minutos depois de tentar convencê-la que o espelho retrovisor reflete o que ficou para trás, o marido desistiu desta difícil tarefa. É o tipo de pessoa que vive negociando com parentes e amigos para que assumam algumas de suas infrações de trânsito a fim de não ter sua carteira suspensa”.

RACIONAL – 10% da população mundial

Buscam conhecimento. São motivadas pela necessidade de competência e informação. Tentam compreender os aspectos do mundo pelos quais são atraídas e examinar as verdades e os princípios universais. São sensíveis à rejeição, mas escondem a vulnerabilidade. Gostam de desafios intelectuais. Não querem ser controlados por emoções, impulsos ou desejos. Não gostam de cometer erros tolos, de pessoas controladoras, pegajosas e resistentes à mudança. São inteligentes, engenhosos, concentrados e alertas.

“Ao guiarem, são pessoas que conhecem em detalhes o funcionamento do carro, mesmo que não saibam consertá-lo, mas sempre terão uma opinião sobre o defeito do carro na hora de levá-lo ao mecânico. Já leram o manual de seus automóveis e, quando conversam enquanto dirigem, conseguem convencer seus interlocutores que conhecem quase tudo a respeito de quase tudo. São verdadeiras bibliotecas ambulantes, sempre com informações verdadeiras sobre os fatos. Se estiverem dirigindo na rodovia Imigrantes, em São Paulo, são capazes de lhe fornecer mais de 10 informações sobre a construção da estrada que você nunca ouviu”, diz Jatobá.

IDEALISTA – 10% da população mundial

Buscam ideais. São motivados pela necessidade de descobrir e expressar seu autêntico eu, livre de fachadas e fingimentos. Procuram o significado pessoal e o sentido da vida. Sabem as motivações mais profundas dos outros. São sensíveis aos humores e sentimentos dos outros. Estão determinados a deixarem suas marcas. Idealistas e independentes demais. Têm expectativas altas sobre si mesmos e sentem culpa quando não correspondem aos próprios padrões. Não gostam de relacionamentos superficiais, falsidade, conversa inútil, excesso de rotina e de regras.

“Ao guiarem”, esclarece Jatobá, “são estimuladas permanentemente por seus corações, que respondem com julgamentos de valor a tudo que atinge seus sentidos. A fumaça excessiva no escapamento de um caminhão pode levar essas pessoas a ter um sentimento profundo a respeito da destruição iminente do planeta. Por outro lado, ao transitar por Cubatão, em São Paulo, onde, há alguns anos, as crianças nasciam sem cérebro por causa da poluição, estas pessoas podem observar a fumaça branca, de vapor de água, que sai das chaminés das indústrias petroquímicas, e ter o sentimento reconfortante de esperança a respeito do destino promissor da humanidade, que passará a usar o hidrogênio no lugar dos hidrocarbonetos, preservando a vida no planeta”.

FONTES:
Ascânio Jatobá, Grupo de Estudo dos Sonhos (C. G. Jung).
Renée Baron, Os Quatro Temperamentos - Um guia prático para compreender a si mesmo e às pessoas em sua vida. Verus Editora.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

OS REJEITADOS












Brasileiro tem mania de sedã. Tanto é que várias marcas lançam unicamente no Brasil versões sedã de modelos que, em outros mercados, só têm configurações hatch e/ou perua. Sedãs, aqui, têm um quê de “carro de diretoria”; são sinônimo de status. Mesmo sedãs de entrada são capazes de arrancar alguns suspirinhos de inveja do vizinho que ainda tem um hatch pequeno básico. Isto, porque muitos consideram a aquisição de um sedã uma forma de dizer que o sujeito melhorou de vida – mesmo que ele custe o mesmo que um hatch.

Também por este motivo o mercado de sedãs médios no Brasil está tão aquecido. Afinal, são 15 modelos, em sua maioria similares aos vendidos no exterior e que fazem muita gente torcer o pescoço no trânsito pela beleza de suas linhas. Porém, já dizia o ditado que beleza não põe mesa. Alguns destes sedãs parecem ter caído no poço do esquecimento para o grande público consumidor: vendem menos que McFish.

Quero falar especificamente sobre 6 modelos: Ford Focus Sedan, Nissan Sentra, Renault Mégane, Volkswagen Bora, Peugeot 307 Sedan e Kia Cerato. Eu poderia citar ainda o Subaru Impreza Sedan, mas seu nome sequer aparece no ranking ainda. Já o Kia Magentis é considerado médio por seu preço, mas suas dimensões o colocam mais perto de sedãs médio-grandes. Também poderia falar do Astra Sedan, mas coitado... Moribundo, ele não é tão simpático em termos de custo x benefício quanto seu irmão hatch e a queda no preço de entrada do Vectra fez o favor de jogá-lo ainda mais para escanteio. Deixa quieto.

Para se ter uma idéia do quanto esses modelos são rejeitados, basta dar uma olhada no ranking geral de vendas até novembro deste ano. Corolla e Civic, claro, são hors concours: as 93.723 unidades vendidas destes 2 modelos superam as vendas de todos os demais sedãs juntos. Mas conferindo as vendas de outros 4 modelos bem quistos pelo público – Vectra, Linea, City e Pallas – vê-se que o total de suas vendas é quase o dobro da vendagem dos rejeitados: 58.388 contra 31.780. Por que isso acontece?













Ford Focus Sedan

O Focus Sedan é um exemplo clássico de ótimo carro que não caiu nas graças do público. Testado à exaustão por todas as publicações especializadas, venceu praticamente todos os comparativos. Sua dirigibilidade é impecável, seu design é o mesmo do vendido no exterior e ele ainda foi considerado o automóvel menos poluente do Brasil. Porém, a Ford cometeu o erro de lançar um modelo novo com motor movido somente a gasolina, em tempos de flexibilização quase total da frota nacional – e isso, sem dúvida, é fator determinante para a rejeição. Outros, porém, atribuem o insucesso à traseira do modelo, que, dizem, não combina com a dianteira. Eu não concordo, mas não sou a maioria nem tenho um Focus.











Peugeot 307 Sedan

Falando em traseira, não existe exemplo mais claro de falta de sincronia do que o 307 Sedan. Ok, carros familiares não precisam, necessariamente, ser ícones de design; mas ali o negócio desandou mesmo. Mesmo o portamalas enorme e a ótima relação entre custo e benefício do pacote Presence Pack não são suficientes para amenizar o asco causado pelo (mau) impacto visual do prolongamento enxertado na traseira do belo 307 hatch. Mais uma vez, uma marca cometeu o erro de desconsiderar o gosto do brasileiro por carros que agradam primeiramente à vista.












Kia Cerato

Mas nem só de patinhos feios é composto o mundo dos sedãs rejeitados. O novo Cerato é lindo e foi muito elogiado pela mídia, especialmente pelo ótimo desempenho do motor 1.6 e pelo preço, considerando todos os equipamentos de série. O fato de ser importado e não ser flex poderia pesar mais, mas outros coreanos – especialmente i30, Tucson e Azera, todos da Hyundai – têm batido recordes sucessivos de vendas em seus segmentos. O problema é que as 400 e poucas unidades vendidas mensalmente, em média, ainda são poucas frente à concorrência. Um alento é saber que esta média já supera a de sedãs consagrados, como Sentra, Mégane, Astra e Bora. Sinal de que há esperança.












Renault Mégane

Mas se o sedã é nacional, bonito, barato, flex, bem equipado e é sempre elogiado pela mídia, por que será que não vende? Neste caso, falamos do Mégane. Muita gente diz que é preconceito contra marcas francesas, mas o Pallas está aí para provar o contrário. Outros dizem que a mecânica é frágil, mas ele foi aprovado no teste de 60.000 km de Quatro Rodas e vários especialistas consideram o motor 1.6 16v da Renault como um dos que possuem melhor acerto mecânico no Brasil. Aqui, parece que não há explicação. Porém, basta ver o descaso com que a Renault trata alguns de seus modelos para entender o fracasso nas vendas; ela simplesmente não investe em marketing. Como, então, vender um produto do qual as pessoas não se lembram?











Nissan Sentra

O Sentra poderia se encaixar nesta discussão, já que a Nissan faz parte do mesmo conglomerado que a Renault. Porém, o caso dele é um pouco diferente. Para começar, a campanha “Não tem cara de tiozão” acabou gerando um efeito contrário no grande público: todos consideram o Sentra um carro de tio. Isso não anula suas qualidades, é claro, mas causa certa rejeição. Além disso, mesmo sem recolher imposto de importação, todos sabem que o Sentra é importado e, culturalmente, brasileiro tem medo da manutenção de carros importados – mesmo no caso de um carro bem acertado como ele. Finalmente, quando se fala em Sentra entra-se na discussão sobre modelos japoneses, e é muito comum a escolha recair sobre Civic ou Corolla. Aí fica difícil.











Volkswagen Bora

Terminamos com o Bora, que vem muito bem equipado, é bom de dirigir e é barato. Mas há motivos para a VW vender tão poucos Bora (aliás, ele sempre vendeu pouco), e eles são fáceis de perceber. Para começar, é o sedã médio com o pior aproveitamento interno de espaço (entreeixos de 2,51 metros e projeto antigo, com teto baixo e túnel central alto). Depois, possui talvez o motor mais antiquado de toda a concorrência, um 2.0 remanescente da era AP que tem menos potência que o 1.6 do Cerato. Para terminar, se antes o seu design, mesmo discreto, era original, a reforma chinesa deixou o sedã com cara de gambiarra. Trocando em miúdos, o Bora vende pouco porque brasileiro não é tão bobo quanto se imagina.

É para pensar. Dentre os rejeitados pelo mercado temos carros com portamalas maiores e mais equipamentos que o Civic, com mais espaço e melhor acabamento que o City, mais modernos e com melhor desempenho que o Linea, e com design e qualidade de construção melhores que o Vectra. As fábricas sabem que o mercado automotivo brasileiro é extremamente conservador; por isso demoram tanto a lançarem produtos realmente novos. Mas nós temos poder para gerar uma reviravolta no mercado; basta escolher a modernidade, a tecnologia e a segurança em vez da tradição e do comodismo. Isso certamente faria com que as marcas revissem seus conceitos e nos presenteassem com modelos à altura de nossa paixão por carro.