quinta-feira, 30 de abril de 2015

MANUAL DE COMPRA - TOYOTA FIELDER


Por Pedro Ivo Faro


Junte todas as (ótimas) características do Toyota Corolla, e coloque numa embalagem um pouco mais familiar – até mais que o próprio sedã, e pronto: de maneira resumida tem-se a Fielder. A perua do Corolla foi vendida no nosso mercado entre 2003 e 2008, e gozava de todas as boas qualidades do sedã, como a rodagem precisa, o acabamento de qualidade, e principalmente a alta durabilidade mecânica. Com o fim do modelo desde 2008, o preço também se tornou um ótimo atrativo da perua. Inclusive ela é uma das remanescentes de um segmento que, pouco a pouco, vai morrendo no Brasil.


MENOR

Normalmente as peruas têm o mesmo comprimento ou costumam ser até maiores que os sedãs ou hatches dos quais elas derivam. Mas, no caso da Fielder, a lógica foi subvertida. A perua tem 8 cm a menos de comprimento que o sedã (4,45 m contra 4,53 m). O entre-eixos, no entanto é o mesmo, com 2,60 m, e o porta-malas é um pouco menor (411 litros contra 450 do sedã), mas leva vantagem por poder acomodar melhor a bagagem, além de virar quase uma van de carga quando se rebatem os bancos traseiros.


EQUIPADA

A Fielder vinha sempre completa, sem itens opcionais. Ou seja, independente da versão que se procure, ela virá sempre com itens como freios com ABS, direção hidráulica, ar-condicionado, conjunto elétrico, rodas de liga-leve de aro 15” e sistema de som com toca-CD, que em 2006 ganharia um novo modelo, chamado Double Din e faróis de neblina de série.

VERSÕES

Ela sempre veio na versão XEi, com padrão de acabamento e equipamentos baseados na mesma versão do Corolla. No derradeiro ano de produção (2008) ela ganhou a opção da versão SE-G, que trazia de série a mais, entre outros itens, bancos de couro e ar-condicionado digital. Independente da versão, o motor era sempre o mesmo VVT-i 1.8 16v de 136 cv associado com o câmbio manual de cinco (ou automático de quatro) marchas.

FLEX

A Fielder chegou numa época em que os carros flex ainda não eram novidade absoluta no mercado, então não estranhe se encontrar uma Fielder com motor movido somente a gasolina. Os modelos que consomem os dois combustíveis vieram a partir de 2007, mesma época que o Corolla também recebeu a tecnologia no motor. O motor desenvolvia os mesmos 136 cv da versão a gasolina, e o desenvolvimento do propulsor se deu em colaboração da Toyota nacional com a matriz japonesa. O resultado disso é que ela e o Corolla foram os primeiros carros flex da Toyota no mundo.


FIQUE DE OLHO!

Achar defeito em carro da Toyota é uma missão um tanto complicada, mas até mesmo a Fielder (e, por tabela o irmão Corolla) podem apresentar um defeitinho ou outro, sendo os listados abaixo os mais comuns.
- Os faróis podem apresentar entrada de água problema percebido principalmente após a lavagem em postos ou chuvas muito fortes, pois a água acaba evaporando e embaçando a lente.
- A suspensão dianteira às vezes pode apresentar ruídos, até mesmo sem rodar em piso muito acidentado. Fique atento a eles. Se aparecerem, pode ser problema nas buchas ou amortecedores. Caso negativo, cheque se o problema não é nos coxins.
- Se, ao rodar, o banco dianteiro estiver fazendo um “nhec-nhec”, é sinal de que há problemas na junção com os trilhos.
- Quando parcialmente abertos, os vidros das portas podem apresentar ruídos, provenientes de defeitos nas calhas por onde passam.

PREÇOS

A Fielder tem no valor de revenda um dos vários predicados herdados do Corolla. Uma XEi 2007 está na casa dos R$ 30 mil conforme a tabela FIPE. Se o valor pode parecer um pouco alto, a compensação vem na hora de revender, com uma desvalorização bastante baixa, além de uma durabilidade mecânica sem igual.

Um comentário:

  1. Assino em baixo! Tenho um 2008 comprado em 2009 e só estou vendendo pois comprei um Corolla 2014!

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