quarta-feira, 6 de junho de 2012

J5 E O FAROL



Foto: Maximiliano Moraes


Desde a disponibilização do J5 na última segunda-feira, percebi que o farol direito não funcionava. À noite, apelei para os auxiliares de neblina e os faroletes, mesmo porque não gosto de carro “caolho”. Não deixa de ser incômodo perceber um defeito desses, por mais trivial que pareça, num carro de mais de 50 mil reais e com pouco mais de 3 mil quilômetros rodados.


J5 de volta à concessionária. Trocar uma lâmpada é trabalho simples, coisa que leva 15 minutinhos no máximo. Mas o problema não era lâmpada, muito menos fusível: pelos testes, não havia carga positiva sendo enviada para a lâmpada do farol, o que impedia o seu funcionamento. Seria necessário deixar o carro parado para efetuarem uma verificação completa no chicote elétrico, mas recusei para não descontinuar o teste. Cerca de 1 hora depois, deixei a concessionária com a mesma luz inativa.

Se à noite os faróis principais fazem muita falta, durante o dia o que funciona é suficiente. Sim, porque pela dificuldade de visualização dos instrumentos no J5, a melhor alternativa é andar com as luzes sempre ligadas – e no fim das contas isso é bom, especialmente na chuva. Por falar em chuva, aliás, a que caiu hoje pela manhã na capital mineira maculou o “branco-mais-branco-que-os-outros” do J5. Não que isso faça tanta diferença; a cor diferenciada, chamada de “Branco Nevada” pela JAC e cobrada como pintura metálica, chama tanto a atenção quanto o próprio design do modelo.

Foto: Maximiliano Moraes

Os carros da JAC no Brasil são a prova de que chineses não precisam ser genéricos ou copiados. Tudo no J5 parece no lugar: frente agressiva e imponente, com máscara negra circundando o conjunto ótico; lateral fluida, com vinco que começa no meio do para-lamas dianteiro, passa pelas maçanetas e termina atrás, pouco antes das lanternas; essas com leds no conjunto principal e luzes de direção e de ré formando uma linha contínua com a régua cromada sobre a placa. Muito bonito de se ver. Por dentro a evolução também é notória, com o J5 “brasileiro” se diferenciando do chinês pelo revestimento negro de bancos e painel (em vez de bege) e apliques black piano no lugar do plástico imitando alumínio da versão apresentada no Salão de 2010. A iluminação azul do painel continua cansativa, mas o preto ameniza tudo – talvez tenha sido esta a intenção. E o acabamento geral é bom, não há rebarbas em lugar algum e tudo parece mais refinado que seus irmãos de marca J3 e J6.

Mas poxa, JAC. Bonito assim e caolho?

4 comentários:

  1. É, tirando a gafezinha de estar 'caolho' parece um carro excelente. O que chama a atenção mesmo é o design, caramba, é muito bonito esse J5. particularmente, eu compraria, se pudesse...

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  2. Revistas e sites especializados criticam a falta de visibilidade do painel do J5 com faróis desligados sem saber que no primeiro mundo (e em outros nem tanto assim como o Uruguay) existe a obrigatoriedade de dirigir com faróis baixos ligados as 24 horas. Então, as fábricas pouco ligam se os instrumentos ficarão escuros durante o dia, visto que SEMPRE estarão os faróis ligados e portanto o painel visível. Entenderam ?

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  3. Bom dia! Comprei um j5 prata com banco de couro e roda de liga leve aro17".O carro é muito bom,anda bem na estrada e olha que o motor apesar de ser 1.5, amigos meu elogiaram o desempenho do carro.O único problema que ele apresentou foi nâo ter pegado num sabado pela manhã.liguei para a Jac de Belém e veio um carro de apoio que chegou em meia hora e trocoaram a bateria.Fiz a primeira revisão que não me custou nada.está na hora das pessoas deixarem de lado conceitos formados e aprenderem a comparar este carro com outros na sua faixa de preço...vocês vão ver que ele é bem melhor.

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  4. Concordo com o Herato. Precisamos estudar melhor as opcoes de compra, ao inves de criticar sem conhecer. Comprei um J5 em Marco/2013 cor Preto aro 16 onde ganhei os bancos em couro, tapetes personalizado, fime e emplacamento, esta com 1600 km, carro muito bom, anda bem, economico e bonito....estou muito contente.

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