terça-feira, 12 de junho de 2012

JAC J5: CONSIDERAÇÕES FINAIS



Foto: Maximiliano Moraes


Fim do teste: ontem o JAC J5 voltou para a concessionária. Ficaram algumas boas impressões e também a sensação de que ele precisa evoluir – em alguns aspectos, bastante – para conseguir fazer frente aos demais sedãs do mercado com os quais concorre.


Falando do que é bom: a JAC se superou quanto ao acabamento deste sedã. Ainda deixa a desejar quando o comparamos ao Polo Sedan (que é datado, mas ainda é referência em qualidade de montagem), ao Cerato (que já foi pior, mas melhorou) e do Linea (graças ao esforço da Fiat em torna-lo um sedã médio), mas sem dúvida é o melhor dos JAC vendidos aqui. O layout do painel tem mais personalidade que seus irmãos de marca J3 e J6 e a maioria das peças são bem encaixadas e de boa aparência. Os muitos equipamentos de série também o tornam uma boa compra pelos R$ 49.990,00 pedidos, ainda que não traga computador de bordo e comandos no volante nem como opcionais. O espaço interno é inigualável no segmento, graças às suas dimensões, e o design é muito bem resolvido e consegue fazer frente até ao belo New Fiesta Sedan. A posição de dirigir também é excelente.

Foto: Maximiliano Moraes

Mas algumas coisas são boas às custas de outras ruins: há problemas pontuais e falhas de projeto. A mesma boa posição de dirigir, por exemplo, só é obtida depois do difícil manuseio dos comandos: o do volante (fino e de má pega) é duro e só ajusta em altura; o do banco do motorista tem 3 comandos, sendo 2 roldanas de acesso complicado e uma alavanca que regula o encosto com posições fixas e difíceis de encontrar.

Em outras 2 coisas a JAC errou feio: acerto de suspensão e de direção. O avançado sistema independente McPherson na dianteira e Dual-link na traseira não parecem surtir o resultado esperado no sedã: imperfeições no asfalto são sentidas sem parcimônia, especialmente no banco traseiro, com batidas secas da suspensão traseira. Esta, aliás, será alvo de uma intervenção da JAC que visa melhorar seu desempenho, segundo o técnico que liberou e recebeu o carro na concessionária. A direção, por sua vez, parece frouxa (mais ainda em alta velocidade), com reações lentas e a impressão de que a frente vai desgarrar em curvas com asfalto irregular. A carroceria também inclina mais que o desejado.

Foto: Maximiliano Moraes

Outros pontos negativos:
- O tecido dos bancos é áspero e não transmite requinte; melhor optar pelo couro.
- A ausência do encosto de cabeça central é uma falha grave, bem como do cinto de 3 pontos para o passageiro do meio no banco de trás. Como se não bastasse, os demais encostos traseiros são fixos.
- O motor 1.5 16v a gasolina promove bom desempenho na cidade, mas apenas mediano na estrada; ultrapassagens precisam ser feitas com mais reduções de marcha e rotações altas.
- Este mesmo motor é barulhento e o projeto acústico do sedã é deficiente. As rotações necessárias para fazer o carro deslanchar invadem a cabine sem dó.
- O ajuste de volume do rádio é ruim; falta modularidade adequada.
- Problema pontual: a falha no farol esquerdo, atribuída a uma falta de alimentação do sistema elétrico.

Quando o RACIONAUTO pegou o J5, couberam exatos 57 litros de gasolina no tanque, conforme indicado no manual como capacidade máxima. Rodamos pouco mais de 491 quilômetros e, pelo indicado no marcador de combustível, é pouco provável que o J5 rodasse mais que outros 30. Presumimos uma média de 9 km/l rodando quase exclusivamente na cidade, o que é bom se considerarmos o peso do carro e o esforço do pequeno motor para movimenta-lo nas ladeiras e no trânsito de Belo Horizonte (a revista Quatro Rodas aferiu 9,8 km/l como média de consumo na cidade de São Paulo).

Foto: Maximiliano Moraes

VEREDICTO

O J5 é carro para dirigir devagar; esportividade não é com ele. Também é um sedã para quem gosta de conforto no trânsito urbano; as viagens devem ser feitas sem pressa. Seu preço o torna uma interessante opção frente aos sedãs premium e alguns médios de entrada, mas ainda há muito o que evoluir quanto às características dinâmicas. Os 6 anos de garantia são um diferencial bastante competitivo.

7 comentários:

  1. Tem um publico alvo bem apontado. É pra quem precisa de espaço e n é rico. Fora que o J5 é bonitão mesmo...

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    1. Pior é que isso envolve a estabilidade do carro. Segurança é algo que não se pode colocar em dúvida!

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  2. Eu tinha um vectra elegance 2011, troquei no J5 a 3 meses e já rodei 10.000km, sinceramente estou muito satisfeito, muito confortável pra mim que tenho 1,94 de altura, diferente do Corolla que me provocava dor de coluna, vale a pena pelo valor a ser aplicado, creio que os próximos carros serão ainda muito melhores, e um detalhe importante, o pós venda JAC é sensacional e diferenciado. EU RECOMENDO!

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  3. Vou pegar o meu J5 amanhã...tomara que seja bom igual ao do amigo ai de cima. To saindo de um New Civic pra um J5...vamos ver.

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  4. Pô cara, na boa, voce tem a pachorra de citar em comparativo, Polo Sedan, é um VW voce tem comparar com Jetta, pois essa montadora em qualquer quesito tem que ser rebaixada, VW só vende porque brasileiro é trouxa para escolher carro

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  5. EXCELENTE CARRO. 63.000KMS E SEM PROBLEMAS MAIORES.

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  6. EXCELENTE CARRO, O MEU 2013 COM 40.000 MIL KM, FAZ 13KM P/LITRO, E NÃO DA PROBLEMAS...

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